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Confronto de trabalhadores da Foxconn, maior fábrica de iPhone do mundo, é violento

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Trabalhadores entram em confronto com demais funcionários da Foxconn, maior fábrica de iPhones do mundo, por conta de atraso nos salários e más condições de trabalho.

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Trabalhadores da Foxconn cercados por funcionários com trajes especiais enquanto protestam

Os protestos ganharam força na enorme fábrica da Foxconn que fica em Zhengzhou, China, essa semana. Imagens que circulam nas redes sociais mostram trabalhadores confrontando a polícia de choque e também funcionários que estão com trajes especiais. Esse confronto aconteceu após os trabalhadores descobrirem que seus bônus serão adiados, segundo o The Wall Street Journal.

O tamanho da fábrica de Foxconn e a quantidade de iPhones fabricados deram o apelido de “cidade do iPhone” a Zhengzhou. Essa fábrica tem em torno de 20 mil trabalhadores, sendo a grande maioria responsável pela fabricação dos celulares da Apple.

Os protestos começaram na noite de terça-feira, 22 de novembro, próximos dos alojamentos de funcionários. A Apple informou que menos iPhones 14 seriam entregues por conta dos bloqueios realizados para evitar um novo surto de Covid-19. Esses bloqueios forçaram os trabalhadores a viverem na fábrica e com alimentação limitada. Desde outubro, muitos funcionários fugiram das fábricas, para contornar a situação, na época a Foxconn divulgou que iria aumentar os salários e liberar bônus mais altos.

Stephen McDonell, correspondente da BBC na China, publicou uma sequência de vídeos sobre o confronto dos trabalhadores:

A não entrega dos bônus na data combinada somado aos bloqueios que forçam os trabalhadores a viverem na fábrica foi como combustível para o confronto. Uma live de ontem mostrou o protesto ganhando integrantes que repetiam “Defenda nossos direitos!” enquanto enfrentavam os policiais.

Imagens feitas hoje, dia 23 de novembro, mostram muitos trabalhadores em protesto em áreas da fábrica. Muitos gritam “nos dêem nosso pagamento”, enquanto estão cercados por policiais de choque e funcionários com trajes especiais.

Trabalhadores confirmaram em outra live que os protestos eram por conta da falta de alimentos e pagamentos atrasados. “Eles mudaram o contrato para que não conseguíssemos o subsídio como haviam prometido. Eles nos colocam em quarentena, mas não fornecem comida”.

Muitos desses vídeos foram feitos na rede social chinesa Weibo, que inclusive teve a hashtag Foxconn Riots (Motins da Foxconn) entre os assuntos do momento antes de ser bloqueada.

Em um dos vídeos ao vivo feitos pelos trabalhadores, eles afirmaram que “Se eles não atenderem às nossas necessidades, continuaremos lutando.”.


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