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Titanic: Empresa do submarino demitiu especialista após ele apontar problemas de segurança

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David Lochridge, especialista que trabalhava na OceanGate, dona do submarino turístico usado para levar turistas até os destroços do Titanic, foi demitido e processado após apontar problemas de segurança no veículo, segundo a BBC, nessa quarta-feira, 21.

Especialista em segurança alerta sobre design do submarino Titanic
David Lochridge foi demitido após alertar sobre problemas de segurança do submarino Titan. Imagem: GeekWire

Lochridge foi contratado em 2017 e deu entrevista para a BBC na época, onde se mostrou animado com a OceanGate. Para trabalhar na empresa, ele se mudou da Escócia para a capital dos Estados Unidos, Washington.

Após cerca de um ano na empresa, o especialista alertou seus superiores sobre falhas no casco feito de fibra de carbono do submarino Titan. Ele também afirmou que essas falhas poderiam passar desapercebidas caso testes mais complexos não fossem feitos por empresas terceiras de certificações.

Lochridge disse que seus alertas foram ignorados até quando ele publicou um relatório. Pouco após essa publicação, ele foi chamado para uma reunião, que incluiu o chefe-executivo da OceanGate, Stockton Rush, que inclusive está entre os ocupantes do submersível desaparecido no Oceano Atlântico.

Após isso, a OceanGate demitiu Lochridge e o processou por publicar informações confidenciais. O especialista, em contrapartida, processou a empresa por ser demitido sem justa causa. As duas partes chegaram a um acordo na época.

Segundo os documentos oficiais do tribunal, Lochridge descobriu que a janela frontal do submarino Titan é certificada para profundidade de 1,3 mil metros. Essa certificação é muito aquém da necessária, pois os destroços do Titanic estão em 3,8 mil metros de profundidade no oceano.

Ainda em 2018, especialistas da Marine Technology Society escreveram uma carta para Stockton Rush, onde se mostraram preocupados com a utilização do Titan, segundo o The New York Times. Nessa carta, os especialistas disseram que o design do submarino tem problemas “catastróficos”.

“É nossa opinião unânime que este processo de validação por terceiros é um componente crítico nas salvaguardas que protegem todos os ocupantes submersíveis”, diz trecho da carta.


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