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IA poderá consumir eletricidade equivalente a países até 2027

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servidor de IA
Imagem: GettyImages

A inteligência artificial (IA) está em constante evolução e atualmente já é capaz de realizar funções impressionantes.

Ela é capaz de realizar projetos profissionais com texto, imagem e áudio completos, porém um novo fato preocupa quanto a saúde ambiental. Novas análises apontam que o consumo global de energia elétrica pelos recursos de IA pode chegar a 134 TWh por ano até 2027, como explicado na revista Joule por Alex de Vries, candidato ao doutorado em Economia e Negócios da Vrije Universiteit Amsterdam. Esse consumo é equivalente ao de países como Argentina, Suécia e Holanda.

Como a IA atualmente engloba recursos muito procurados pela indústria tecnológica, um aumento significativo pode deixar de ser hipótese rapidamente. O Google por exemplo, já é um grande desenvolvedor de IA, caso seu mecanismo de buscas utilize tecnologias avançadas relacionadas a ela nas 9 milhões de pesquisas diárias de seu mecanismo de busca, a empresa poderá consumir mais de 29 TWh de energia por ano, o que equivale ao usado pela Irlanda.

Vries acredita que um cenário tão extremo certamente será evitado pelos altos custos para montar servidores de IA, porém diz que as necessidades de uso pelas empresas crescerão constantemente. Por isso, é necessário uma cuidadosa avaliação de riscos ambientais.

Para entender a crescente do consumo energética pela IA, segue um exemplo: a Nvidia deverá entregar mais de 100 mil servidores de IA aos clientes ainda em 2023. Com uso simultâneo, esses aparelhos consumirão entre 650 e 1.020 MW, o que resulta em 5,7 até 8,9 TWh de consumo de energia elétrica por ano. Isso é “quase insignificante”, segundo Vries, em comparação com o uso dos data centers.

Mas até 2027 a Nvidia deverá entregar 1,5 de servidores de IA por ano. É estimado que esses aparelhos consumam entre 85 e 134 TWh por ano. “Nesta fase, estes servidores poderão representar uma contribuição significativa para o consumo mundial de eletricidade dos centros de dados”.


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